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  • Fio dentário: sim ou não?

    Os especialistas norte-americanos colocaram o fio dentário na ordem do dia ao deixarem de recomendar a sua utilização na higiene oral com o argumento de que não existem estudos suficientes a comprovar a sua eficácia. De acordo com o Expresso, a notícia caiu como uma ‘bomba’ na indústria dentária, mas em Portugal os especialistas “insistem que este é um bom hábito que se deve manter”.

    De acordo com o semanário, o alerta surgiu depois de publicada uma investigação da Associated Press que revela que a recomendação de usar fio dentário deixou de fazer parte das regras emitidas e reavaliadas a cada cinco anos pelos Serviços de Agricultura e Saúde e Serviços Humanos dos EUA.

    Como justificação é referido que a eficácia da sua utilização nunca foi comprovada. Mas José Pedro Figueiredo, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, refere ao Expresso que é preciso manter a calma. “Sim, permanece a recomendação do uso do fio dentário para assegurar a remoção eficaz de restos alimentares entre as faces proximais dos dentes, mesmo que seja questionável a sua capacidade de remoção de placa bacteriana (e, mesmo assim, a ausência de prova robusta não significa a extinção da recomendação)”, refere ao jornal.

    A investigação conduzida pela Associated Press refere, no entanto, que os estudos até agora realizados para analisar os benefícios desta prática de higiene dentária possuem conclusões “fracas, pouco sólidas” e de “baixa qualidade”.

    Damien Walmsley, conselheiro científico da British Dental Association citado pela Associated Press, refere inclusive que “é importante dizer às pessoas para fazer o básico. Usar fio dentário não é parte do básico. Utilizar fio dentário pode provocar lesões. Uma utilização descuidada do fio dentário pode causar danos nas gengivas e dentes.”

    O que diz a OMD

    A Ordem dos Médicos Dentistas recomenda que, para manter uma boa higiene oral, é fundamental escovar os dentes duas vezes ao dia com dentífrico fluoretado durante cerca de dois minutos e consultar um médico dentista regularmente, duas vezes por ano. “É ainda importante, para cuidar adequadamente dos dentes e das gengivas, a higienização dos espaços interdentários com fita dentária, escovilhões interdentários e higienização profissional, seguindo as indicações do médico dentista”.

    Para a OMD, a higienização diária dos espaços interdentários onde a escova não chega é fundamental para a remoção dos resíduos dentários que, por ação das bactérias patogénicas, podem facilitar o aparecimento de cárie dentária e doença gengival.


    Fonte: SaúdeOral.pt

  • Estética e bem-estar aumenta procura por tratamentos ortodônticos

    São cada vez mais os adultos que recorrem a tratamentos ortodônticos. A conclusão é de um estudo publicado pela British Orthodontic Society, que revela que no Reino Unido este tipo de tratamentos é cada vez mais popular no seio da população adulta.

    A investigação inquiriu 430 membros da British Orthodontic Society e mostra que 75% dos inquiridos indicam que viram um crescimento na procura por este tipo de tratamentos entre os pacientes com mais de 18 anos de idade.

    Cerca de um quarto dos inquiridos revela inclusive que iniciou cerca de 50 novos casos de tratamentos ortodônticos num ano, sobretudo de pacientes do género feminino. A explicar a tendência parecem estar fatores relacionados com a estética e o bem-estar.

    Alison Murray, Presidente da British Orthodontic Society citada pelo Dental Tribune, explica que “este crescente interesse pelos tratamentos ortodônticos é bem-vindo. Muitos dos adultos que já se submeteram a estes tratamentos reportam níveis mais elevados de autoestima e melhorias na sua qualidade de vida.”

    A nossa Clínica Nova Moita é especializada em tratamentos ortodônticos. Contacte-nos e sinta-se como sempre sonhou.

     

    Fonte: SaúdeOral.pt

  • Saiba tudo sobre cáries - Parte II

    5-OS DENTES SÃO AFETADOS TODOS DA MESMA FORMA?
    Não. Os dentes são mais susceptíveis à cárie dentária mal erupcionam porque ainda não atingiram a sua maturação completa. Por outro lado, os dentes molares e pré-molares apresentam uma forma mais irregular, com sulcos e fissuras, permitindo que os restos alimentares se alojem mais facilmente e durante um maior período de tempo nesses locais. Estes factores, associados a uma maior dificuldade de escovagem destes dentes, por se localizarem mais atrás, podem facilitar a acumulação de bactérias e restos alimentares e, como tal, o desenvolvimento precoce de lesões de cárie.


    6-PORQUE É QUE AS CÁRIES PODEM PROVOCAR DORES FORTES NOS DENTES?
    O processo de cárie é geralmente lento e o início é marcado pelo aparecimento de uma mancha branca na superfície do esmalte que ao progredir leva à formação de uma pequena cavidade. Através desta, as bactérias rapidamente atingem a dentina que é um tecido menos duro que o esmalte, sendo, por isso, mais facilmente dissolvido pelos ácidos produzidos pelas bactérias.
    Durante as fases iniciais da doença (cavidades pequenas) não são detectados sintomas significativos. No entanto, em fases mais avançadas (cavidades mais profundas) as queixas podem passar por um desconforto com aumento de sensibilidade e mau hálito, até situações mais complicadas com dor na presença de diferentes tipos de estímulos (quente, frio ou doce), ou mesmo o aparecimento de uma dor espontânea muito intensa. Nestes casos, a cárie atingiu a dentina, originando sintomas cada vez piores à medida que vai ficando mais profunda.

  • Saiba tudo sobre cáries - Parte I

    1-O QUE É A CÁRIE DENTÁRIA?
    É uma doença que afeta quase 90 por cento da população. É provocada pela ação de determinadas bactérias que podem originar a destruição parcial ou total do dente.
    A presença dessas bactérias na boca, associada a uma alimentação inadequada e a uma higiene oral deficiente, facilita o aparecimento de cáries. Em situações extremas, a cárie dentária pode originar infecções de extensão variável e que podem ter graves repercussões na saúde geral do indivíduo.

    2-COMO POSSO SABER SE TENHO CÁRIE DENTÁRIA?
    Quando sente a presença de uma cavidade, ou a ausência de uma parte do dente, muito provavelmente terá uma lesão de cárie dentária já avançada.
    A detecção de cáries numa fase inicial não é fácil e normalmente só consegue ser realizada por médicos dentistas.
    Se notar alguma alteração de cor, como manchas brancas, amareladas, acastanhadas ou pretas na parte superior dos dentes (sulcos e fissuras), deverá consultar o seu médico dentista. As lesões de cárie entre os dentes podem ser potencialmente detectadas ao passar o fio dentário, uma vez que fica preso ou esgaça na sua presença.

    3-COMO PODE SURGIR A CÁRIE DENTÁRIA?
    Quando os alimentos que contêm hidratos de carbono, como os doces, bolos, chocolates, gomas, etc., são ingeridos, as bactérias cariogénicas vão decompô-los e originar ácidos que provocam a dissolução do conteúdo mineral dos dentes e consequentemente o aparecimento de lesões de cárie. Esta ação é particularmente mais eficaz quando estes alimentos são ingeridos muito frequentemente fora das refeições ou à noite antes de deitar.

    4-QUE CUIDADOS DEVO TER PARA PREVENIR A CÁRIE DENTÁRIA?
    - Efectuar uma higiene oral diária correcta;
    - Escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia com uma pasta fluoretada após as refeições.
    - A escovagem nocturna é a mais importante e não se deve ingerir mais alimentos após a escovagem;
    - Passar o fio dentário entre os dentes pelo menos uma vez por dia, idealmente à noite;
    - Ingerir refeições nutricionalmente balanceadas e limitar ao máximo o “petiscar” entre refeições;
    - Se não for possível a escovagem após uma refeição principal, pode mascar uma pastilha elástica sem açúcar. No entanto, as pastilhas nunca substituem a escovagem!
    - Visitar o seu médico dentista regularmente.
    - A utilização de algum suplemento de flúor, bem como a indicação para a realização de selamento de fissuras deve ficar sempre ao critério do médico dentista.

  • Impacto dos cigarros eletrónicos

    Os cigarros eletrónicos têm vindo a ganhar popularidade nos últimos anos, sobretudo devido às afirmações de que são melhores para a saúde dos consumidores do que um cigarro tradicional. Mas um estudo norte-americano vai agora investigar se é mesmo assim ou não. É que estes dispositivos eletrónicos que distribuem a nicotina através de um aerossol podem ter efeitos na saúde até agora desconhecidos.

    “Com base nos dados que temos da nossa investigação preliminar, colocamos a hipótese de que estes cigarros eletrónicos e as misturas usadas no aerossol podem perturbar o microambiente da cavidade oral, aumentando a vulnerabilidade às doenças periodontais”, refere Deepak Saxena, investigador da New York University College of Dentistry e um dos responsáveis pelo estudo.

    “Fumar é um dos maiores fatores de risco para as doenças periodontais, para a imunossupressão e para gerar dados nos tecidos moles. Este estudo que vamos agora realizar incluirá 120 indivíduos, incluindo 40 não-fumadores, 40 indivíduos que fumam frequentemente cigarros e que não usam cigarros eletrónicos e 40 indivíduos que fumam exclusivamente cigarros eletrónicos”, acrescenta.

    O objetivo, segundo a equipa de investigadores, é estudar o efeito do aerossol dos cigarros eletrónicos na saúde periodontal. Para isso serão recolhidas amostras de saliva e de placa bacteriana subgengival e realizadas consultas clínicas a um dos indivíduos.